quarta-feira, 26 de abril de 2017

O MARAVILHOSO PODER DA PREGAÇÃO: VIDAS SÃO IMPACTADAS



“E, quando comecei a falar, caiu sobre eles o Espírito Santo” (Atos 11.15a)

O versículo citado acima é parte do discurso de defesa de Pedro diante da liderança da igreja primitiva em Jerusalém. A defesa era em relação aos fatos acontecidos e narrados no capítulo de número dez do livro de Atos.

Neste período, o cristianismo estava dando seus primeiros passos. Os primeiros cristãos eram essencialmente judeus e a cultura judaica ainda estava fortemente arraigada nos costumes e nas ações da igreja incipiente.

Qualquer contato com gentios tornava o judeu cerimonialmente impuro, e, por causa desta interpretação, a igreja primitiva não se misturava com os gentios e nem tampouco lhes anunciava o evangelho.

Para que a igreja abandonasse estes costumes e ações judaicas, Deus vai intervir de forma sobrenatural na administração eclesiástica e no trabalho de evangelização.

Para esta atividade de mudança radical na visão da igreja, Deus escolhe a Pedro. E para ser a primeira família beneficiada com a boa nova ao alcance de todos, Deus escolhe um centurião da coorte italiana de nome Cornélio.

Tudo começou quando Cornélio teve uma visão angelical por volta das três horas da tarde (At 10.3). Nesta visão Deus lhe dá revelações claras e precisas: 1) Deus diz o nome da cidade para onde Cornélio devia enviar mensageiros; 2) Deus diz o nome da pessoa a ser procurada; 3) Deus diz o nome do dono da casa onde está a pessoa que deve ser procurada; 4) Deus diz a profissão do dono da casa; e 5) Deus diz o ponto de referência para a localização da casa. Vejamos o texto: “Envia homens a Jope e manda chamar a Simão, que tem por sobrenome Pedro; este se acha hospedado com um certo Simão, curtidor, cuja casa fica à beira-mar. Ele te dirá o que deves fazer.”(At 10.5-6).

Como a ação é do Espírito Santo, então não pode haver nenhum tipo de dúvida ou de confusão (1 Co 14.33). Assim, para confirmar a visão de Cornélio, Deus concede uma visão para Pedro que é concluída com a seguinte frase: “Eis que dois homens te procuram. Levanta-te, pois, desce e vai com eles, nada duvidando; porque eu tos enviei”(At 10.19-20).

Pedro ao obedecer à revelação divina é impactado com a universalidade do amor de Deus, a universalidade da salvação e a universalidade do batismo com Espírito Santo, como diria Paulo mais tarde: “pois para com Deus não há acepção de pessoas” (Rm 2.11).

No entanto, a atitude de Pedro sofreu duras críticas por parte da igreja-mãe em Jerusalém. Pedro tinha violado a lei e os costumes judaicos. Pedro visitou a casa de gentios e fez ainda pior, admitiu estes gentios como membros da igreja e isto até sem mesmo tê-los transformados em prosélitos por meio da exigência da circuncisão. Pedro simplesmente passou por cima de toda a cultura religiosa dos judeus e recebeu os gentios como irmãos pelo maravilhoso fato de que Deus os tinha batizado com o Espírito Santo. Por isso Pedro também mandou batizá-los nas águas (At 10.47.48).

Diante destes fatos, Pedro começa a enumerar os motivos de sua atitude para uma assembleia ansiosa por receber explicações. Estes motivos segundo Pedro enumera são respectivamente a visão celestial e as características que culminaram no derramamento do Espírito Santo em casa de Cornélio. Pedro alega que a pregação do evangelho fez cair sobre os gentios o mesmo dom que Deus havia dado aos discípulos no dia de Pentecostes.

Após ter contado os pormenores de sua visão celestial que vai desde o versículo 4 até o versículo 14 do capítulo onze em questão, Pedro resume o momento da descida com o Espírito Santo com uma única frase no versículo 15: “E, quando comecei a falar, caiu sobre eles o Espírito Santo”.

O problema deste resumo é que passa a falsa idéia de que Pedro mal teria iniciado a pregação e imediatamente o Pentecostes acontecera na vida dos ouvintes. No entanto no capítulo dez onde os fatos estão narrados detalhadamente percebemos que Pedro já tinha pregado uma boa parte de seu sermão que ficou registrado nos versículos 34 ao 43. E o sermão que Pedro utilizou é riquíssimo e cheio de mensagens evangelizadoras:

1) Ele afirma que Deus não faz acepção de pessoas (v. 34);
2) Ele afirma a universalização do amor de Deus e da salvação (v. 35);
3) Ele afirma que a salvação vem dos Judeus, por meio de Jesus Cristo (v. 36);
4) Ele afirma que a palavra da salvação já era de conhecimento da Judéia e da Galiléia (v. 37);
5) Ele apresenta a Jesus Cristo como o ungido de Deus (v. 38);
6) Ele afirma ser testemunha de Jesus e de sua morte no madeiro (v. 39);
7) Ele afirma que Jesus ressuscitou ao terceiro dia (v. 40);
8) Ele afirma que é testemunha dessa ressurreição juntamente com outros discípulos (v. 41);
9) Ele afirma a ordenança que Jesus deixou para a pregação do evangelho (v. 42);
10) Ele afirma que todo o que crê receberá a remissão dos pecados pelo nome de Jesus (v. 43)

Pode-se notar que a mensagem de Pedro é muito profunda. Esta é a mensagem principal do Evangelho. Deus quer salvar a todos, por isso enviou Jesus que ao vencer a morte ressuscitando dos mortos pode perdoar pecados a todo aquele que crê. Como resultado desta mensagem maravilhosa é que o Espírito Santo foi derramado em casa de Cornélio. Portanto a força do verbo “comecei a falar” não pode ser levada muito longe no grego hebraizado.

Deste modo a expressão “E, quando comecei a falar, caiu sobre eles o Espírito Santo” significa apenas que Pedro não tinha terminado tudo o que queria dizer, quando o Espírito Santo tomou conta da vida dos ouvintes e concluiu a mensagem daquele dia.

Assim fica a lição de que não é pelo muito falar que Deus vai agir, mas sim pela unção de quem prega e pela soberana vontade de Deus (Mt 6.7).

Reflita acerca disso!

Douglas Roberto de Almeida Baptista

segunda-feira, 17 de abril de 2017

CONVITE ESPECIAL


ELEIÇÕES NA CGADB 2017

                      

         No dia 9 de abril deste ano, ocorreu a histórica 43ª AGO da CGADB. 
A 43ª Assembleia Geral Ordinária bateu o recorde de inscritos, que obteve 31.116 Ministros inscritos e aptos para votar, a eleição da Mesa Diretora e do Conselho Fiscal para o quadriênio 2017-2021, que foram os seguintes:

PRESIDENTE:
PASTOR WELLINGTON JUNIOR - 14.675 votos (Eleito)
PR SAMUEL CÂMARA - 8.145 votos
CÍCERO TARDIM - 108 votos
Votos em Branco: 91

1º VICE-PRESIDENTE - REGIÃO CENTRO-OESTE:
PASTOR SEBASTIÃO RODRIGUES DE SOUZA - 14.547 votos (Eleito)
PR ANTONIO DIONÍZIO - 8.126 votos
Votos em Branco: 346

2º VICE-PRESIDENTE - REGIÃO NORTE:
PASTOR GILBERTO MARQUES - 14.725 votos (Eleito)
PR ISAMAR PESSOA RAMALHO - 7.822 votos
Votos em Branco: 472

3º VICE-PRESIDENTE - REGIÃO NORDESTE:
PASTOR PEDRO DAMASCENO - 15.288 votos (Eleito)
PR JOESER SANTANA - 6.842 votos
PASTOR IRAN TOMAZ - 396 votos

Votos em Branco: 493

4º VICE-PRESIDENTE - REGIÃO SUDESTE:
PASTOR TEMÓTEO RAMOS - 14.459 votos (Eleito)
PR SAMUEL RODRIGUES - 6.479 votos
PR. JESIEL PADILHA - 1224 votos
PASTOR GESSÉ ADRIANo - 459 votos
Votos em Branco: 398

5º VICE-PRESIDENTE - REGIÃO SUL:
PASTOR PERCI FONTOURA - 15.326 votos (Eleito)
PR IVAL TEODORO DA SILVA - 7.241 votos
Votos em Branco: 452 votos

1º SECRETÁRIO - REGIÃO CENTRO-OESTE:
PASTOR ELIENAI CABRAL - 16.031 votos (Eleito)
PR GEOVANI NERES - 6.700 votos
Votos em Branco: 288 

2° SECRETÁRIO - REGIÃO NORTE:
PASTOR PEDRO ABREU DE LIMA - 13.826 votos (Eleito)
PR JÔNATAS CÂMARA - 8.290 votos
PASTOR BARRINHO DO PARÁ - 494 votos
Votos em Branco: 409

3º SECRETÁRIO - REGIÃO NORDESTE:
Pr. Roberto José dos Santos - 14.755 votos (Eleito)
Pr. Raul Cavalcante - 6.694 votos
Pr. Everaldo da Paraíba - 1.131 votos
Votos em Branco: 439 votos

4º SECRETÁRIO - REGIÃO SUDESTE:
PASTOR ALBERTO SERAFIM - 13.979 votos (Eleito)
PR CARLOS ROBERTO SILVA - 7.474 votos
PR. NILSON O ABENÇOADO - 946 votos
Votos em Branco: 620

5º SECRETÁRIO - REGIÃO SUL:
PASTOR ADALBERTO DUTRA - 14.687 (Eleito)
PR JOSUÉ CIPRIANO - 7.765 votos
Votos em Branco: 567

1º TESOUREIRO:
PASTOR ÁLVARO SANCHES - 15.195 votos (Eleito)
PR IVAN BASTOS - 7.378 votos
Votos em Branco: 446

2º TESOUREIRO:
PASTOR NEHEMIAS ARAÚJO - 14.814 votos (Eleito)
PR JONAS FRANCISCO DE PAULA - 7.650 votos
Votos em Branco: 555

3º TESOUREIRO:
PASTOR EDSON VICENTE - 13.643 votos (Eleito)
PR ADAILTON ARAÚJO - 6.437 votos
PR. ALEXANDRE GUEDES - 1.664 votos
PR. ANTONIO MANOEL - 674 votos
Votos em Branco: 601

CONSELHO FISCAL 1ª REGIÃO - REGIÃO CENTRO OESTE:
PASTOR RINALDO ALVES - 14.212 votos (Eleito)
PR EFRAIM DE MOURA - 7.067 votos
PASTOR JEZIEL GUSMÃO - 1.140 votos 
Votos em Branco: 600

CONSELHO FISCAL 2ª REGIÃO - REGIÃO NORTE:
PASTOR PAULO MARTINS NETO - 14.855 (Eleito)
PR ENALDO BRITO - 7.569 votos
Votos em Branco: 595

CONSELHO FISCAL 3ª REGIÃO - REGIÃO NORDESTE:
PASTOR ISRAEL FERREIRA - 14.221 votos (Eleito)
PR EDUARDO LEANDRO - 7.122 votos
PR. ORLEDE - 1.078 votos
Votos em Branco: 598

CONSELHO FISCAL 4ª REGIÃO - REGIÃO SUDESTE:
PASTOR LUIZ CEZAR MARIANO - 14.987 votos (Eleito)
PR OTONI DE PAULA - 7.454 votos
Votos em Branco: 578

CONSELHO FISCAL 5ª REGIÃO - REGIÃO SUL:
PASTOR JAMIR BRITO - 14.470 votos (Eleito)
PR PAULO TERRA - 7.838 votos
Votos em Branco: 711

Créditos> Tiago Bertulino

ESCOLA BÍBLICA DE OBREIROS - BENTO GONÇALVES/RS

Nos dias 14 a 16 do mês corrente, na cidade de Bento Gonçalves-RS, o pastor Douglas Baptista acompanhado de sua mui digna esposa Missª Dirley Baptista, colaboraram com a Escola Bíblica de Obreiros da Assembleia de Deus em Bento Gonçalves presidida, pelo Pr. Eliezer Morais.


Também, em concomitância o pastor Douglas Baptista ministrou um curso de capacitação em capelania evangélica, capacitando dezenas de novos capelães na bela cidade gaúcha.

Pela graça de Deus, a AD em Bento Gonçalves preza pela palavra de Deus revelada. Está sendo dias de grande refrigério.

Soli Deo Glória!!






quarta-feira, 29 de junho de 2016

O CRISTÃO E SEU RELACIONAMENTO COM OS EXCLUÍDOS

Durante seu ministério terreno, Jesus quebrou vários paradigmas ao encontrar-se com coletores de impostos e prostitutas (grupo de excluídos à época na cultura judaica). No entanto, ao se relacionar com estas pessoas, Jesus nunca aprovou e jamais incentivou a conduta de nenhuma delas. Ao contrário, ao demonstrar amor e interesse pelos excluídos Jesus tinha como objetivo libertá-los da má conduta e da opressão do pecado.
O encontro de Jesus com Zaqueu, por exemplo, trouxe mudanças imediatas na vida do publicano. Zaqueu devolveu os impostos cobrado a mais e ainda entregou metade dos seus bens para ser repartido entre os pobres. Diante desta transformação na vida deste coletor de impostos Jesus exclamou: "Hoje veio salvação a esta casa" (Lc 12.9).
Outra situação esclarecedora trata-se do encontro de Cristo com a mulher que havia sido flagrada se prostituindo com um homem casado. Ao despedir envergonhados aqueles que queriam apedrejá-la, Jesus disse a mulher: " Vai-te, e não peques mais" (Jo 8.1).
Portanto, certamente Jesus deseja que façamos algo em favor dos grupos de excluídos, mas sem aprovar ou incentivar nenhuma conduta pecaminosa. Os Cristãos devem amar os pecadores e repudiar apenas o pecado. O verdadeiro cristão não nutre ódio algum por quem quer que seja. O cristão não sente fobia alguma por homossexuais ou prostitutas, nem por políticos corruptos, pedofílos ou bandidos. Apenas não concorda com suas atitudes e práticas:
"Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus" (1Co 6.10)
Reflita nisso!

Douglas Roberto de Almeida Baptista

terça-feira, 26 de abril de 2016

O pecado de adultério e o ministério pastoral


Em 1ª Timóteo 3.2-7, Paulo enumera as qualificações imprescindíveis para o exercício do ministério pastoral. A lista é estruturada por aquilo que é chamado de “inclusio” (dispositivo literário em forma de parêntesis). O primeiro requisito (verso 2a) é que o ministro seja “irrepreensível”; o último (verso 7) que tenha “bom testemunho dos que estão de fora”. Em consequência os requisitos para o ministério exigem no todo que o candidato esteja acima de qualquer repreensão. A não observância de quaisquer requisitos o desqualifica para a função.
Assim, o ministro deve ser “irrepreensível” também no casamento. Não deve ser alvo de reprovação da sociedade ou da comunidade cristã em seu relacionamento conjugal. Sua conduta matrimonial não pode macular a reputação da igreja.
Muitos debates têm surgido acerca do significado da expressão paulina “marido de uma mulher” (1Tm 3.2b) que também pode ser traduzida como “homem de uma única mulher”. Os questionamentos giram em torno de uma possível alusão apostólica desfavorável a poligamia, ao concubinato, ao divórcio ou infidelidade no casamento. Vamos então aos argumentos prós e contras a estas interpretações:
A poligamia, embora praticada, era contrária a lei romana. E entre os judeus a monogamia era a regra mais aceita. O concubinado, apesar de ser o único meio dos soldados viverem maritalmente, não era prática habitual fora do Exército. O divórcio, ainda que socialmente aceito de modo trivial entre judeus e pagãos, no cristianismo primitivo só era tolerado em casos de adultério (Mt 19.9) ou de abandono do lar (1Co 7.15). A infidelidade matrimonial, por sua vez, era conduta condenada e desprezível, tanto no judaísmo quanto no cristianismo incipiente (Êx 20.14; Mt 5.27,28).
Mercê das evidências do ambiente cultural à época, em que a sociedade cristã e pagã não via com bons olhos apoligamia e nem o concubinato, conclui-se, então, que, embora não excluídos, não são a poligamia e o concubinato o foco principal da instrução de Paulo em análise. Resta então saber se é o novo casamento após o divórcio trivial ou a infidelidade conjugal que desqualifica candidatos para o ministério pastoral. O texto bíblico permite as duas possibilidades. O candidato divorciado por motivo incompatível com as exceções bíblicas (Mt 19.9; 1Co 7.15) e aquele que, enquanto casado, tenha praticado adultério. Os candidatos que tenham incorrido na prática de um destes casos, não preenchem o requisito bíblico de “homem de uma única mulher” e portanto inabilitado para o exercício do ministério pastoral.
Certamente que os envolvidos em quaisquer destas situações, ao confessarem o pecado, receberão o perdão de Deus. Contudo há de se fazer uma diferença entre ser perdoado e ser qualificado para o ministério. Se os fatos tenham ocorrido antes da conversão “Deus não levará em conta o tempo da ignorância” (At 17.30). Porém, se, tais erros forem cometidos após a conversão, como pecador arrependido recebe perdão, mas como candidato ao ministério torna-se incapacitado.
A culpa na dissolução do casamento não se harmoniza com a retórica paulina: “Porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus?” (1Tm 3.5). De outro lado, a prática “do pecado contra o próprio corpo, que é templo do Espírito Santo” (1Co 6.18,19), imprime no transgressor uma “mancha moral” inconciliável para o exercício pastoral. Salomão asseverou que a vergonha e a infâmia da infidelidade acompanharão o adúltero pela vida inteira: Mas o que adultera com uma mulher é falto de entendimento; aquele que faz isso destrói a sua alma. Achará castigo e vilipêndio, e o seu opróbrio nunca se apagará” (Pv 6.32.33).
Tenho discutido esta exigência paulina no meio acadêmico com teólogos renomados, nos cursos preparatórios de aspirantes ao ministério e no meio eclesiástico com ministros ordenados. Os debates têm sido calorosos. Uns contra e outros favoráveis a posição aqui defendida.
Confesso que como cristão gostaria que fosse possível à restauração ao ministério pastoral do obreiro em falta neste quesito (pecado de adultério). Porém como intérprete comprometido com as Escrituras discordo que homens adúlteros permaneçam no exercício pastoral. Sou convicto que a interpretação bíblica exclui do ministério pastoral aqueles que se envolvem com o divórcio trivial e o adultério. Ainda não fui persuadido do contrário. Os que não concordam com esta posição aqui defendida, apresentam diversas conjecturas, opiniões pessoais e ainda a “práxis” da igreja contemporânea. Porém, tais conjecturas são biblicamente refutadas: “o Ministro deve ser irrepreensível e com bom testemunho dos que estão do lado de fora da Igreja” (1Tm 3.2,7).
Reflita sobre isso!
Douglas Roberto de Almeida Baptista

sexta-feira, 15 de abril de 2016

ELAD na Assembleia de Deus Ministério do Belém Santos-SP




Encerramento da ELAD da CONFRADESP na Assembleia de Deus Ministério Belém Santos/SP, juntamente com os pastores Gessé Adriano,Pastor José Wellington Costa Junior, Jesiel Padilha, Missª Dirley Baptista e Pr. Emanuel Silva. Hoje inicia mais um Seminário de Celebração dos 500 anos da Reforma Protestante

segunda-feira, 4 de abril de 2016

O Cristão e o Voto Consciente - Mensageiro da Paz (Abr/2016)

Por muitas décadas a política foi satanizada no meio evangélico. Ensinava-se que a política era coisa do diabo. Como resultado desta ignorância cultural, a igreja permitiu com sua omissão, que o poder público fosse exercido por ateus, ímpios e imorais. Pela inexistência de consciência política os evangélicos se resignavam em votar no candidato “menos pior”. Este comportamento desastroso contribuiu com a eleição, por exemplo, de governos formados de adeptos do “laicismo fundamentalista” (em oposição aos valores cristãos) “manipuladores de dados” (na imposição do senso comum) e “opositores da liberdade religiosa” (na elaboração de leis secularistas). A sociedade passou a ser massacrada pela corrupção, usura, suborno, imoralidade e violência assustadora. 
Consciência política 
Aos poucos, diante do cerceamento de algumas liberdades, a igreja começou a despertar para a realidade política. As mudanças e as transformações sociais passam pelo processo político. Por que então não eleger candidatos que reproduzam a moral cristã? Por que não apoiar políticos não corruptos e que rejeitam as leis contrárias aos princípios cristãos? Para que isso seja possível faz-se necessário que a igreja amadureça e desfrute de “consciência política”. A igreja deve ser consciente das questões que são debatidas nas Assembleias Legislativas e Congresso Nacional. A conscientização deve ser fundamentada em princípios cristãos. As propostas e as ideologias dos partidos políticos devem ser analisadas sob a ótica cristã. A postura, as propostas e os ideais do candidato precisam ser avaliados à luz das Escrituras. Esta conscientização tem florescido. Os evangélicos, antes marginalizados pelos políticos, começaram a experimentar o poder do voto. Em outubro de 2010, na campanha presidencial, o voto dos evangélicos forçou o segundo turno nas eleições. Uma demonstração que o cristão pode fazer valer suas convicções se votar conscientemente. Mercê desta realidade, um movimento cada vez mais crescente, acredita que é possível moralizar o poder público, substituindo os políticos corruptos e liberais por políticos cristãos e conservadores.
O perigo da politicagem 
Como em algumas das igrejas a conscientização política ainda é incipiente, faz-se necessário um alerta referente ao perigo da politicagem. Os dicionários em geral conceituam politicagem como: “política reles e mesquinha de interesses pessoais”. O perigo dos atos politiqueiros é colocar em descrédito o evangelho e a igreja cristã. O cristão fiel jamais pode compactuar com este procedimento. Os princípios cristãos não podem ser negociados. A ética e a moral cristã não podem ser vendidas e nem compradas. Aqueles que são contrários as convicções cristãs não podem receber o apoio e nem o voto da igreja. O cristão não pode se iludir com o esplendor das promessas e nem com as supostas garantias apresentadas pelos candidatos. Os que não compartilham os ideais do evangelho não devem ser homologados pelo povo de Deus. No cristianismo primitivo a igreja em Corinto foi advertida a observar este princípio (2Co 6.14). Contudo, apesar da orientação bíblica, obreiros fraudulentos ludibriam e manipulam as ovelhas sob seus cuidados. Interessados em levar vantagem pessoal não hesitam em apoiar candidatos políticos contrários a fé cristã. Vislumbram benefícios econômicos e “status” social. Sem nenhum pudor, ao leve toque musical, prostram-se diante da estátua de Nabucodonozor e com esta conduta negam a fé e maculam o o nome de Cristo. Estão interessados emmanter ou adquirir privilégios e indispostos a sofrer retaliações por causa do evangelho. Não satisfeitos em apoiar candidatos de conduta repreensível, soma-se a este erro, o uso da mídia e do púlpito da igreja para promover apoio a candidatos que vivem na iniquidade. O cristão é cidadão e deve exercer sua cidadania. Contudo, não pode esquecer que também é cidadão do céu. Como Embaixador de Cristo representa os interesse do reino de Deus na terra. Portanto, não pode apoiar, nem permitir ou promover apoio aqueles que afrontam o reino de Deus. Resistência reinante
Apesar de a conscientização estar florescendo ainda existe focos de resistência. Não poucos crentes são contrários ao envolvimento da igreja ou a posição pastoral em relação à política. Acreditam que a igreja não pode comprometer-se com o poder temporal sob o risco dos escândalos. O argumento dos escândalos não se sustenta, pois infelizmente eles são inevitáveis (Mt 18.7). Não é por causa de uma maça podre que vamos recusar a cesta toda. Como a igreja está engatinhando neste mister, cabe ao líder o uso de diplomacia e prudência. É importante levar em consideração o aspecto cultural e o grau de instrução da membresia. Suas convicções devem ser ouvidas e respeitadas. Qualquer persuasão só pode ser levada em efeito sob a autoridade da Palavra de Deus. Todo o cristão deve ser conscientizado que como discípulos de Cristo devemos andar como Ele andou (1Jo 2.6). Neste caso, é de bom alvitre, que cada cristão faça a seguinte pergunta reflexiva: “Em meus passos, que faria Jesus?” Será que Cristo apoiaria a corrupção, a violência e a imoralidade? 
Como delimitar nossa atuação
Os princípios éticos devem ser observados. O púlpito da igreja não pode ser transformado em “palanque eleitoreiro”. As orientações devem ser claras, precisas e esclarecedoras, contudo, não se pode ocupar o espaço da palavra ou da adoração. As convicções cristãs devem ser conhecidas por todos bem como a posição da igreja. Se houver coerência entre o discurso e a fé cristã, certamente a igreja acatará o conselho da liderança. Por outro lado não se pode confundir a cruz de Cristo com ideologias partidárias. A renovação política não pode ser substituída pela transformação espiritual. A degeneração da sociedade não será resolvida ou corrigida por uma série de leis que inibam a má conduta. Somente a propagação do evangelho de Jesus Cristo pode deter o declínio e a ruína moral de nossa sociedade. A igreja deve fazer oposição a qualquer ideia que desrespeite a mensagem do evangelho. Precisa se mobilizar para erradicar os políticos corruptos em todas as esferas. Porém, a batalha nas urnas será constante. Se usarmos apenas a ferramenta política certamente venceremos umas batalhas e perderemos outras. Mas, se cumprirmos nosso papel de sal da terra e luz do mundo, o poder do evangelho pode desarraigar para sempre a iniquidade dos corações. Levanto a bandeira da conscientização política e sou favorável a mobilização evangélica. Entendo que o cristão deva divulgar sua posição coerente com o evangelho. No entanto, lembro que nossa luta não é contra a carne e o sangue (Ef 6.12). A Igreja não pode limitar-se a fazer oposição e oferecer resistência à iniquidade no poder temporal. Não pode depositar sua confiança e esperança em decisões políticas, embora não deva subestimá-la ou negligenciá-la. As lideranças devem promover o “voto consciente” sem descuidar-se do avivamento espiritual. O avivamento liderado por JohnWesley (1703-1791) trouxe mudanças sociais na Inglaterra. Porque na realidade o mal a ser combatido é o pecado.