sexta-feira, 18 de março de 2016

O mau exemplo de Diótrofes


A terceira Epístola de João é marcada por elogios aos obreiros Demétrio e Gaio. Mas, também é caracterizada por duras críticas ao mau comportamento de Diótrofes.
Enquanto 1 e 2 João celebram verdades que unem todos os cristãos, 3 João lamenta o mau exemplo e a rivalidade mesquinha que põe cristãos uns contra os outros.
Em particular, a carta foi ocasionada por um conflito grave entre os obreiros. Diótrefes era um presbítero que havia usurpado a liderança de uma congregação que estava sob os cuidados do Apóstolo João.
João lamenta a falta de hospitalidade de Diótrefes, o seu desejo de ter a primazia na igreja e as palavras maliciosas que ele profere contra o Apóstolo.
Lamentavelmente, em nossos dias, também, convivemos com maus cristãos. Os tais promovem dissensão, provocam divisões e espalham maledicência na igreja, no trabalho e na sociedade como um todo.
Tomados por vaidades e sentimentos mesquinhos buscam manter privilégios e posições a todo custo. Para alcançar seu intento não se importam em manchar a reputação da Igreja e de Cristo. Envolvem-se em falcatruas, conchavos, alianças de origem duvidosa e corrompem-se em busca de benefícios pessoais. No Brasil, diversos cristãos servem de mau exemplo. Assistimos inúmeros "Diótrofes" apoiando a corrupção endêmica de nosso país. Mesmo diante de irrefutáveis provas defendem os corruptos no afã de manterem suas vantagens em detrimento da verdade e da justiça.
Mas, graças a Deus, que ainda existem cristãos como Demétrio e  Gaio. Eles representam aqueles que são fieis e tementes a Deus. Com estes é possível contar no esforço de proclamar o Reino de Deus na terra, combater o pecado e erradicar o mau exemplo na Igreja e na sociedade. 
Portanto, amados irmãos, convido-lhes a reflexão urgente acerca das orientações das Escrituras que nos exortam a seguir os bons exemplos e refutar até a roupa manchada de sangue (Jd 20-23).



Douglas Roberto de Almeida Baptista

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Jesus o Servo-Sofredor


            Dentre os quatro Evangelhos da Bíblia Sagrada (Mateus, Marcos, Lucas e João), o relato de Marcos é o mais curto de todos. Ele descreve aproximadamente apenas três anos e meio da vida de Jesus Cristo. Desde o seu batismo, no rio Jordão (Mc 1.9), até a ascensão de Cristo ao céu (Mc 16.19). Ele não achou necessário escrever a genealogia de Jesus, como também sua infância. Marcos escreve o relato bíblico recheado de ações. O Evangelho sempre mostra Jesus agindo, curando, ajudando as pessoas, expulsando os demônios, ensinando os seus discípulos e muito mais. O Evangelista Marcos utiliza dezenas de vezes a conjunção grega καí "e", por isso, um leitor atento deste livro, percebe que diversos versículos de Marcos inicia com "E". Este é o modo dele demonstrar o Messias em ação. Marcos quer demostrar que Jesus sempre aparece servindo aos outros. Portanto, Jesus é apresentado, no Evangelho de Marcos, como o Filho-Servo ou como o Servo-Sofredor.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Entrevista com a Missionária Dirley Baptista


Segue a íntegra da entrevista:

         Irmã Dirley Baptista, casada há 28 anos com o pastor Douglas Baptista, presidente da Assembleia de Deus de Missão do Distrito Federal (ADMDF) e do Conselho de Educação e Cultura da CGADB, desde que foi batizada, aos 9 anos de idade, decidiu servir a Cristo com todo fervor. Ainda criança, já fazia parte do ministério de louvor, no qual ela serve a Deus até os dias de hoje. Possui dois CDs e trabalha na gravação do terceiro. Ela lidera a Equipe de Louvor e de Músicos da ADMDF, e o Departamento Jovem da mesma, chamado que abraçou desde a mocidade. À frente do Departamento de Senhoras e do Círculo de Oração, ela compartilha a alegria de estar entre essas guerreiras. Bacharel em Pedagogia, especializada em Neuropsicopedagogia e com Docência do Ensino Superior, o ministério de Educação Cristã, onde atua há 35 anos, também arde em seu coração. Ela é superintendente e professora de ED e mestranda em Teologia, com licenciatura em Filosofia e Educação Religiosa. Tudo isso em prol do Reino de Deus e para a glória dEle.

Viagem Missionária - Bahia











1. Nos dias 15 e 16 de janeiro de 2016, o Pastor Presidente da Assembleia de Deus de Missão do Distrito Federal, Dr. Douglas Roberto de Almeida Baptista, esteve presente no campo missionário desta igreja no oeste baiano;
2. O Pastor Setorial do oeste baiano é o Pastor Valmir Corado, que é residente no município de Santa Rita de Cássia – BA;
3. Nestes dias, 15 e 16, ocorreu na cidade de Santa Rita de Cássia o 3° Congresso de Jovens, Senhoras e Varões. O Pr. Douglas Baptista teve a honra de ministrar a Palavra de Deus neste congresso;
4. Apocalipse 3.11 foi o versículo tema do Congresso. O apóstolo João foi o autor do livro das Revelações, e o versículo 11, do capítulo 3, está contido na sexta carta as igrejas da Ásia, a igreja de Filadélfia. O termo Filadélfia deriva de dois vocábulos gregos, Filós (φιλος – amigo) e adelfós (δελφός – irmão), ou seja, transliterando, a igreja de amigos-irmãos;
5. Ainda, na manhã do dia 16, foi realizada uma reunião com os obreiros no município de Mansidão-BA, cerca de 100km de Santa Rita de Cássia-BA;
6. E, foi realizado batismos nas águas com novos membros. No período da noite, o Pr. Douglas Baptista ministrou a mensagem mais uma vez em Santa Rita;

7. Agradecidos ao bom Deus pelo seu cuidado e proteção, felizes pela missão realizada. 

sábado, 16 de janeiro de 2016

No Antigo Testamento, como se expulsava os demônios?


     As Escrituras registram que parte dos seres angelicais não guardaram seu primeiro estado (Jd 6). Eles são conhecidos como os anjos que pecaram ao se rebelarem contra Deus (2Pe 2.4). São designados de espíritos malignos ou imundos, principados, potestades, governadores e maldades espirituais (Ef 6.12). A queda de Satanás e dos anjos rebeldes se deu pelo exercício da soberba que ainda mantém o homem afastado de Deus (1Tm 3.6). As táticas de Satanás e dos seus demônios são a mentira (Jo 8.44), o engano (Ap 12.9), o homicídio (Jo 8.44) e a cegueira espiritual (2Co 4.4). Satanás e os demônios afligem os homens com problemas físicos e mentais (Mc 1.21), podem possuir um homem e dominá-lo (Mt 5.1-21), inspiram heresias (1Tm 4.1), são agentes de idolatria, imoralidade e iniquidade (1Co 10.20; Ap 9.2021), e podem falar pela boca dos homens (Mc 3.11). Os demônios também são numerosos e sua atuação é extremamente maléfica (Ap 12.4). A influência de Satanás aparece no diálogo entre Eva e a serpente, que resultou em pecado contra Deus (Gn 3.13-14). No entanto, a história de Jó retrata que o poder de Satanás era limitado, ele podia fazer somente o que Deus lhe permitia (Jó 1.12; 2.6). Todavia, o povo de Israel constantemente pecava contra Deus adorando deuses falsos e fazendo sacrifícios aos demônios (Dt 32.16-17). Apesar desta vasta influência do maligno na era antes de Cristo, o Antigo Testamento registra apenas uma expulsão de demônios. É o caso de Davi, que quando tocava sua harpa o espírito maligno se retirava da vida do rei Saul (1Sm 16.23). Não obstante, as Escrituras afirmam que o fato era recorrente, ou seja, o espírito maligno saía e retornava. Os acordes de adoração ao Senhor afugentava o demônio e produziam um período de alívio. Porém, quando os acordes cessavam, o espírito maligno voltava para atormentar Saul. Isso indica que antes de Cristo não havia triunfo eficaz contra os demônios, a não ser que houvesse uma entrega total a Deus. Assim, quando Jesus veio expulsando demônios, as pessoas ficaram perplexas e se perguntavam: “Que nova doutrina é esta?”. E ainda diziam admirados: “Com autoridade ele ordena os espíritos imundos, e eles lhe obedecem!” (Mc 1.27). Cristo explicou que o Seu poder sobre os demônios era a prova cabal da inauguração do domínio do Reino de Deus na Terra (Mt 12.28,29). Jesus triunfou sobre os principados e potestades e os expôs a vergonha publicamente (Cl 2.15). Esta autoridade sobre os demônios, Jesus as estendeu aos doze apóstolos (Mt 10.8). Em seguida, aos setenta discípulos, que, eufóricos, relataram: “Senhor, os demônios se nos submetem pelo seu nome!” (Lc 10.17). Depois de ressurreto, Jesus concedeu este poder à Igreja. Ele disse: “Estes sinais seguirão aos que crerem: em meu nome expulsarão os demônios” (Mc 16.17). Esta autoridade conferida à Igreja caracteriza que o ministério em nome de Jesus na nova aliança é comprovado pelo triunfo sobre os poderes de Satanás, algo inexistente antes de Cristo, pois “para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do Diabo” (1Jo 3.8).

Pr. Douglas Roberto de Almeida Baptista

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Salmo 119


         O livro dos Salmos é um dos livros canônicos mais belo de se ler. O título deste livro deriva do termo grego psalmós e foi na tradução da septuaginta (285 a 247 a.C) que este livro alcançou tal nomenclatura. O título hebraico antigo do livro era Tehilim (cânticos de louvor). O Salmo de número 119 é o maior ‘capítulo’ (tecnicamente os Salmos não são classificados por capítulos) de toda Bíblia, ele possui 176 versos. Ele é um Salmo de louvor a Deus pela lei mosaica. O autor deste Salmo é desconhecido, embora alguns eruditos acreditam que Esdras foi seu autor. Ele é um texto acróstico, ou seja, em cada uma das suas estrofes utiliza uma letra do alfabeto hebraico em sua apresentação. O Salmo 119 é dividido em vinte e duas seções, com oito versos cada. Representando assim as vinte e duas letras do alfabeto hebraico. Conforme a tabela que elaborei a seguir :


Versos do Salmo 119
Letra Hebraica
Nome da Letra
Equivalente em Português
1 a 8
א
Alefe
-
9 a 16
ב
Bete
B ou V
17 a 24
ג
Gimel
G
25 a 32
ד
Dalete
D
33 a 40
ה
He
H
41 a 48
ו
Vave
V
49 a 56
ז
Zain
Z
57 a 64
ח
Quete
Kh
65 a 72
ט
Tete
T
73 a 80
י
Iode
I ou Y
81 a 88
ך - כ
Cafe
Kh
89 a 96
ל
Lâmede
L
97 a 104
ם - מ
Mem
M
105 a 112
ן - נ
Nun
N
113 a 120
ס
Sameque
S
121 a 128
ע
Ain
-
129 a 136
ף - פ
P ou F
137 a 144
ץ - צ
Tsadê
TS
145 a 152
ק
Cufe
K
153 a 160
ר
Rês
R
161 a 168
ש
Sin
Sh ou S
169 a 176
ת
Tav
T ou Th






































Pr. Douglas Roberto de Almeida Baptista